O mundo se depara a um novo panorama dos negócios no mercado global. As empresas que outrora tinham o artifício de se antenar a tão somente suas transações comerciais intrínsecas e, deste modo, promover as mutações positivas do capital apenas para a riqueza de seu próprio quadro social, viram-se induzidas pela imposição de um novo papel das organizações no meio em que atuam: o seu valor social e a sua responsabilidade comunitária. A ideia é aliar o aquecimento da economia do planeta, com o acúmulo de riquezas, porém com a consciência de que influenciam a sociedade de modo local ou nacional, em uma nova era da formação do intelecto do ser humano e da sociedade como um todo, visando à sustentabilidade.
Com a adoção pelo Brasil das Normas Internacionais de Contabilidade, por intermédio da Internacional Accounting Standars Boards (IASB) que promove a uniformização das demonstrações das organizações, as empresas brasileiras como forma de se inserir ao cenário global de mercado de capitais tiveram que, a partir de 2008, elaborarem, dentre os inúmeros apontamentos econômicos de gestão, mais um demonstrativo, de suas ações sociais, através da DVA (Demonstração do Valor Adicionado) partilhando os valores financeiros que compuseram o resultado econômico de um período, com os elementos que contribuíram diretamente para este feito. Apesar de ainda ser um esforço inicial para caracterizar essa nova pragmática, pois algumas ações ainda têm de estar por vir, como a elaboração do Balanço Social, é válida esta ação para arrematar a irresponsabilidade social praticada por muitas empresas, e o enriquecimento desenfreado diante de posturas nada salubres para a formação de um novo conceito de futuro sustentável.
Para as empresas que pela visão gestora já eram constituídas por essa atitude, tal imposição legal não tomou de surpresa suas administrações. Talvez porque tais departamentos possuam o comportamento de promover o bem-estar social das pessoas que os cercam, promovendo não ações de caridade, e sim uma visão de reforço em prol de redução das desigualdades sociais e na construção de dias melhores. Para algumas empresas, quem sabe a grande maioria, o aproveitamento de tal medida talvez seja apenas a publicidade destas ações, através das demonstrações obrigatórias para o mercado.
Rementendo este raciocínio às empresas da construção civil, é importante que o público consumidor perceba um valor da empresa, por trás dos belos e bem elaborados logotipos. Uma marca maior que acompanha planejadas ações publicitárias. Uma qualidade não só da obra edificada, mas a qualidade como o valor de honra que esta construtora tem para com a sua cidade, para o Estado e para a construção de um novo Brasil. A análise de seu histórico no município, de suas ações em prol da sociedade em que atua, os números que geram, os empregos e as divisas são instrumentos para promover esse propósito de tentar fazer a acepção pelo quesito “Responsabilidade Social”, um diferencial que pode nortear escolhas para o fechamento de negócios. O compromisso local, suas visões e missões, são fatos que devem ser avaliados. E as escolhas por empresas socialmente responsáveis são o caminho para a construção de mais do que belas e imponentes edificações, o de uma sociedade mais sólida.
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